Bloqueio no entorno da Fonte começa seis horas antes do jogo

17 de jun de 2013
A regra é clara: se sair de carro, não dá mais para voltar. Ou, pelo menos, não até que a partida tenha acabado. Nos dias em que a bola estiver rolando na Fonte Nova, essa vai ser a realidade de quem mora no entorno do estádio. Isso porque nem os moradores estão livres das restrições para o tráfego de veículos no período de seis horas antes das partidas até uma hora depois do fim do jogo. Nesse período, somente veículos credenciados pela Fifa poderão passar pelo Dique do Tororó, bem como pela Ladeira Fonte das Pedras e pela Avenida Vasco da Gama, a partir do Viaduto Juscelino Kubitschek.  Também ficam interditadas a Avenida Joana Angélica, da Praça da Piedade até a Praça Almeida Couto, e a Avenida Bonocô e o Vale de Nazaré, entre a Avenida Ogunjá e o Terminal do Aquidabã. O bloqueio fica a cargo de equipes da Transalvador, Guarda Municipal, Polícia Militar e  Fifa, que devem ser distribuídas nas principais vias de acesso à Arena. Nesses locais, serão montados os Postos de Verificação de Veículos (PVVs), responsáveis por permitir ou negar o acesso aos automóveis. Segurança A razão para a o bloqueio é a garantia da segurança, de acordo com a subcoordenadora de Transportes da Secretaria Municipal de Urbanismo (Semut), Marisa Oliveira. “Nós precisamos seguir a determinação que nos foi passada pela Fifa. Esse é um evento internacional, de modo que os protocolos de segurança vêm em primeiro lugar. Assim, depois que colocarmos as barreiras, ninguém mais passa”, explicou. De acordo com ela, no período do bloqueio, a passagem dos moradores não vai ser permitida nem com comprovante de residência. No entanto, a saída dos veículos deve ser autorizada – mas só nos sentidos contrários à Arena, pelas transversais da Avenida Joana Angélica, pelo Jardim Baiano e pela Rua do Dique Pequeno. Ainda assim, a saída deve acontecer em situações de emergência. “Se algum morador passar mal, por exemplo, vai poder sair e se dirigir até um hospital. Ainda assim, para voltar, deve esperar até o fim do bloqueio”, diz Maria. Além disso, segundo ela, se houver necessidade, as ambulâncias que estiverem fazendo o atendimento no perímetro do estádio podem ajudar no socorro de moradores. Apesar das restrições no trânsito, a subcoordenadora disse que os moradores não vão ser impedidos de transitar a pé pela área de isolamento. “Qualquer pessoa pode passar, a pé, pelas barreiras. Os moradores podem entrar e sair. Eles não estão presos”, afirmou. Os moradores, porém, reclamam. “Eu sabia que ia ser fechado, mas foi uma surpresa ver que nem nós, moradores, poderíamos passar”, comentou o auxiliar administrativo Cleidson Chaves, 22 anos. Com esforço, o auxiliar diz que até consegue entender a situação — mas não quer dizer que goste. “Muita gente não vai se incomodar com isso, porque futebol é o esporte dos brasileiros. Mas isso é inviável para outras pessoas. Vou colocar um giroflex no meu carro, para passar”, desafiou Cleidson, morador da Ladeira do Pepino. Por outro lado, para o engenheiro Carlos Muniz, 60 anos, e sua mulher, a jornalista Mara, o jeito foi lidar com a situação com bom humor. “Temos que nos preparar para qualquer necessidade extra. Vamos comprar lanchinhos para estocar”, brincou Carlos. Mara, por sua vez, tenta compensar o desconforto vendo os dois lados. “Isso não deixa de ser uma prisão domiciliar. Estamos sendo castigados, mas é pelo bem de todos”, queixou-se a jornalista, que mora com o marido na Rua Professor Hugo Baltazar da Silveira, em Nazaré. (Correio)

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